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			<journal-title-group>
				<journal-title>Actualidades en Psicología</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Act.Psi</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0858-6444</issn>
			<issn pub-type="epub">2215-3535</issn>
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				<publisher-name>Instituto de Investigaciones Psicológicas, Universidad de Costa Rica</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15517/ap.v32i124.29021</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artículos</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Relação entre o pai e os filhos após o divórcio: revisão integrativa da literatura</article-title>
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					<trans-title>Relationship Between Father And Children After Divorce: Integrative Literature Review</trans-title>
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						<surname>Abreu Pereira Oliveira</surname>
						<given-names>Joyce Lúcia</given-names>
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						<surname>Aparecida Crepaldi</surname>
						<given-names>Maria</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original">Universiade Federal de Santa Catarina, Brasil. Dirección Postal: Laboratório de Psicologia da Saúde, Família e Comunidade - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Psicologia. Campus Reitor João David Ferreira Lima, s/n, Florianópolis-SC, Brazil. CEP 88.040-970. E-mail: joycelapo@gmail.com</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Universiade Federal de Santa Catarina, Brasil. E-mail: maria.crepaldi@gmail.com</institution>
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			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2018</year>
			</pub-date>
			<volume>32</volume>
			<issue>124</issue>
			<fpage>92</fpage>
			<lpage>110</lpage>
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				<date date-type="received">
					<day>22</day>
					<month>05</month>
					<year>2017</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>21</day>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A continuidade da relação entre o pai e os filhos após o divórcio favorece o desenvolvimento da criança e da família. Este estudo teve por objetivo apresentar uma revisão integrativa da literatura de pesquisas empíricas, acerca da relação entre o pai e os filhos após o divórcio/separação conjugal. Os resultados sugerem que: existem fatores que favorecem e fatores que dificultam a relação entre pai e filhos após o divórcio; essa relação exerce influências sobre o desenvolvimento de crianças e adolescentes; a paternidade de pais separados é marcada por especificidades; e, intervenções psicológicas com o pai divorciado são indicadas para melhorar o funcionamento de famílias binucleares. Destaca-se a relevância desta temática para a formação de profissionais das áreas da saúde, educação e jurídica, pois se trata de um fenômeno multifacetado, complexo e relevante para o desenvolvimento da criança e da família.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>The continuity of the relationship between the father and the children after the divorce favors the development of the child and the family. This study aimed to present an integrative review of empirical research literature on the relationship between fathers and children after divorce/marital separation. The results suggests that: there are factors that favor and factors that hinder the relationship between fathers and children after divorce; this relationship exerts influence on the development of children and adolescents; separated-father parenting is marked by specific characteristics; and psychological interventions with divorced fathers are indicated to improve the functioning of binuclear families. This subject is highly relevant for the training of professionals in the health, education and legal fields, since it is a multifaceted phenomenon, complex and relevant for the development of children and family.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras chave:</title>
				<kwd>Envolvimento paterno</kwd>
				<kwd>pai</kwd>
				<kwd>divórcio</kwd>
				<kwd>separação conjugal</kwd>
				<kwd>relações pai-criança</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Paternal involvement</kwd>
				<kwd>father</kwd>
				<kwd>divorce</kwd>
				<kwd>marital separation</kwd>
				<kwd>father-child relationships</kwd>
			</kwd-group>
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				<page-count count="19"/>
			</counts>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A produção de pesquisas sobre a relação entre o pai e os filhos emergiu no contexto científico a partir das inúmeras transformações na ecologia da família, nos últimos 40 anos, ocasionadas por mudanças sociais, econômicas e culturais. Novas expectativas, crenças e atitudes sobre os papéis de pai e mãe têm sido gerados por fatores como o movimento feminista, a saída progressiva da mulher do ambiente doméstico e sua maior participação no mercado de trabalho, assim como o crescimento expressivo no número de separações e divórcios (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bossardi, Gomes, Vieira, &amp; Crepaldi, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cabrera, Tamis-LeMonda, Bradley, Hofferth, &amp; Lamb, 2000</xref>; Gomes, Bossardi, Cruz, Crepaldi, &amp; Vieira, 2014). </p>
			<p>O divórcio é compreendido como uma transição de vida familiar, que acrescenta questões complexas para todos os membros da família ao exigir reorganizações estruturais, processuais e socioemocionais (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Hetherington &amp; Kelly, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B40">Lamela &amp; Figueiredo, 2016</xref>). O estudo de Lamela, et al. (2010) evidenciou que a relação do pai com o filho, após a dissolução conjugal, interage de modo complexo com fatores individuais da mãe, do pai e do filho (em idade pré-escolar), além de fatores contextuais, sociais e culturais.</p>
			<p>No contexto do divórcio/separação conjugal, pesquisadores têm destacado a importância da continuidade da relação entre o pai e a mãe e entre estes e os filhos após separação conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Cezar-Ferreira &amp; Macedo, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B47">McGoldrick &amp; Shibusawa, 2016</xref>). Especialmente no que se refere à relação entre o pai e seus filhos, tendo em vista a constatação da importância do envolvimento e participação paterna para o desenvolvimento de crianças e adolescentes (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Bandeira, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Hack &amp; Ramires, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B53">Silva, 2012</xref>; Silva, 2003).</p>
			<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B58">Warshak (2014</xref>) evidenciou que a qualidade da relação entre o pai e a criança é favorecida quando os cuidados são compartilhados entre o pai e a mãe, e pernoites na casa do pai são um fator protetor, associado ao maior comprometimento do pai com o filho e menor incidência de afastamento paterno. Este estudo sugere que o envolvimento regular e frequente do pai com bebês e crianças menores de quatro anos deve ser incentivado.</p>
			<p>A parentalidade do pai separado, no estudo realizado por <xref ref-type="bibr" rid="B1">Bandeira (2013</xref>) esteve muito influenciada pelo modelo tradicional, no qual o pai participa primordialmente através do provimento econômico, mas também pareceu influenciada pelos novos papéis sociais, no qual o pai ocupa-se com os cuidados básicos e estabelece envolvimento emocional com os filhos. A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B54">Silva (2003</xref>) encontrou um novo cenário no pós divórcio, caracterizado por pais mais envolvidos na criação dos ses filhos ou com o desejo de participar.</p>
			<p>O envolvimento regular e frequente do pai com os filhos, após o término da conjugalidade, favorece o desenvolvimento da criança. E a privação paterna é considerada como um fator de risco, tanto em decorrência do divórcio, quanto pela baixa frequência de interações de pais que moram com os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cia, Williams, &amp; Aiello, 2005</xref>).</p>
			<p>Nos estudos sobre paternidade, observa-se que há diferenças nas bases conceituais e nos níveis de análise sobre a temática. No que se refere aos termos mais utilizados nas publicações científicas sobre paternidade, destacam-se: envolvimento, engajamento e investimento parental. O conceito de engajamento paterno se refere a participação e preocupação contínua do pai biológico ou substituto em relação ao desenvolvimento e bem-estar físico e psicológico de seu filho (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Dubeau, Devault, &amp; Paquette, 2009</xref>). E a concepção de investimento parental, se relaciona a perspectiva evolucionista e se refere ao cuidado psicológico e/ou biológico, que tem como propósito garantir a sobrevivência da prole e seu prosseguimento geracional, podendo ser direto (cuidados básicos) ou indireto (sustento financeiro da família) (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Bossardi, 2011</xref>). Desse modo, observa-se que as bases conceituais diferem, mas parece haver o entendimento em comum de que existem especificidades na relação pai-criança, ou seja, a relação entre pai e filho difere da relação entre mãe e filho, produzindo influências/efeitos diferentes, sendo as duas relações importantes e fundamentais para o desenvolvimento infantil.</p>
			<p>Diante da diversidade de elementos e aspectos que constituem as famílias, a utilização do pensamento sistêmico tem sido recomendada no desenvolvimento de pesquisas, sobretudo, a utilização dos pressupostos básicos da complexidade, instabilidade e intersubjetividade para compreensão dos fenômenos (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Böing, Crepaldi, &amp; Moré, 2008</xref>). O pressuposto da complexidade contribui sobremaneira, devido a noção de contextualização, foco nas relações e na recursividade. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B44">Maturana (2014</xref>, p.74), recursão significa “a aplicação de uma operação sobre o resultado da aplicação de uma operação”, assim, “cada vez que a repetição de um processo se aplica sobre as consequências de seu suceder anterior, se fala em recursão” (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Maturana &amp; Yáñez, 2015</xref>, p. 543), o que inviabiliza explicações lineares e unicausais na análise dos fenômenos.</p>
			<p>O pressuposto da instabilidade alude ao dinamismo das relações e a imprevisibilidade dos fenômenos, ou seja, considera que o mundo está em processo de tornar-se (<xref ref-type="bibr" rid="B56">Vasconcellos, 2010</xref>). Por fim, o pressuposto da intersubjetividade coloca a objetividade entre parênteses ao considerar a interdependência entre observador e objeto observado, ou seja, compreende a realidade como construção social, que emerge das distinções feitas pelo observador em espaços consensuais (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Maturana, 2014</xref>a, <xref ref-type="bibr" rid="B44">2014</xref>b; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Maturana &amp; Varela, 2001</xref>).</p>
			<p>Na atualidade, as pesquisas têm dado ênfase a famílias biparentais, o que se vê refletido na maior quantidade de publicações disponíveis na literatura (<xref ref-type="bibr" rid="B57">Vieira et al., 2014</xref>), mantendo-se uma lacuna sobre a paternidade em famílias nas diversas configurações familiares presentes na atualidade (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Halme, Åstedt-Kurki, &amp; Tarkka, 2009</xref>). A revisão de literatura realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B23">Gomes, Bossardi, Cruz, Crepaldi, &amp; Vieira (2014</xref>) evidencia a ausência considerável de estudos científicos com famílias separadas/divorciadas, recasadas e monoparentais. Nessa direção, pesquisadores têm evidenciado a relevância de novos estudos sobre o envolvimento paterno após o divórcio (Bossardi et al., 2013; Gomes et al., 2014; Halme et al., 2009; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Lewis &amp; Dessen, 1999</xref>).</p>
			<p>Quanto à relevância social deste estudo, destaca-se que conhecer os fatores que exercem influência sobre a relação pai-filho no contexto do divórcio, pode contribuir com a construção de políticas públicas que favoreçam a manutenção da relação entre pai e filhos, embasar a prática de profissionais que trabalham com famílias binucleares e auxiliar na construção de projetos de intervenção com famílias no pré e pós-divórcio. </p>
			<p>Desse modo, considera-se que estudos sobre a temática são imprescindíveis para incrementar o conhecimento científico sobre o tema. Este estudo, portanto, buscou apresentar uma revisão integrativa da literatura de pesquisas empíricas, nacionais e internacionais, acerca da relação entre o pai e os filhos após o divórcio.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Método</title>
			<p>Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, método indicado por <xref ref-type="bibr" rid="B15">Creswell (2007</xref>) para se organizar uma síntese de conhecimentos e proporcionar a incorporação da aplicabilidade dos resultados na prática. A execução desse estudo seguiu as cinco etapas sugeridas por Mendes, Silveira e Galvão (2008): (a) identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para a elaboração da revisão integrativa; (b) estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/amostragem ou busca na literatura; (c) definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos; (d) avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; (e) apresentação da revisão/síntese do conhecimento.</p>
			<p>A lista de descritores na Terminologia em Psicologia da BVS-Psi foi consultada e os termos considerados alinhados com o objetivo dessa pesquisa foram: divorce e father child relations, utilizados em inglês na busca realizada nas bases de dados internacionais: Pubmed, APA PsycNET e Web of Science. Utilizou-se o boleano AND para efetuar a busca de artigos. Os mesmos termos foram utilizados conjuntamente em língua portuguesa, em busca na base de dados Scielo Brasil, no entanto nenhum artigo foi localizado. Então, optou-se por fazer duas novas buscas nesta base de dados, uma utilizando apenas o termo divórcio e outra o termo relações pai-criança. A <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref> apresenta o fluxograma do processo de seleção dos artigos empíricos.</p>
			<p>A busca de artigos foi realizada no mês de março e atualizada em nove de dezembro de 2016. A partir da seleção dos artigos foram definidos como critérios de inclusão: estudos empíricos sobre a relação entre o pai e os filhos, após o divórcio/separação conjugal, publicados entre 2005 e 2016. A delimitação deste período de tempo ocorreu devido ao crescimento expressivo na taxa de divórcio nos últimos anos e o intuito de mapear e discutir a produção acadêmica recente. No Brasil houve um aumento de 160% nas taxas de divórcio na última década (<xref ref-type="bibr" rid="B32">IBGE, 2014</xref>), nos Estados Unidos entre 40 e 50% dos casais se divorciaram (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Greene, Anderson, Forgatch, DeGarmo, &amp; Hetherington, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B51">Owen &amp; Rhoades, 2012</xref>) e em Portugal as taxas também chegam a 50% (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Lamela et al., 2010</xref>).</p>
			<p>Os artigos excluídos tratavam de temas relacionados a outros aspectos, tais como relação da criança com o padrasto, fatores de risco de incesto pai-filha, mortalidade e status marital, discursos jurídicos nas ações de divórcio, dentre outros. Desse modo, foram selecionados para análise 21 artigos internacionais e quatro estudos escritos em Português, totalizando 25 artigos. Destaca-se que um dos quatro artigos recuperados na base de dados Scielo Brasil trata-se de um estudo realizado em Portugal (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Lamela, Castro, &amp; Figueiredo, 2010</xref>).</p>
			<p>Os 25 artigos selecionados para análise foram lidos integralmente. Os dados para análise foram sistematizados em tabelas do software Excel e os resultados dos estudos foram analisados conforme análise categorial temática (Bardin, 2011).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Primeiramente os resultados dos estudos incluídos nesta revisão foram agrupados nas categorias de análise: ano de publicação, tipo de análise de dados, participantes, tipo de estudo, sumarizados na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Em seguida, apresenta-se a categoria principais resultados, sistematizada na tabela 2. Consistente com a maioria dos estudos empíricos, as pesquisas analisadas não fazem nenhuma distinção entre divórcio e separação conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu, Pettit, Lansford, Dodge, &amp; Bates, 2010</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Fluxograma do proceso de seleção dos artigos empíricos.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2215-3535-ap-32-124-92-gf1.jpg"/>
				</fig>
			</p>
			<p>Dentre os resultados apresentados na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, destaca-se que o ano de 2010 teve o maior número de publicações, com cinco artigos. Quanto ao tipo de análise de dados, 22 trabalhos fizeram análises quantitativas e três análises qualitativas. Dentre as pesquisas qualitativas, duas são nacionais e uma internacional.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1:</label>
					<caption>
						<title>Sumário das característcas dos estudos</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">no. artigo</td>
								<td align="center">Estudo-Ano Satisfacción </td>
								<td align="center">Tipo de estudo</td>
								<td align="center">Tipo de análise de dados</td>
								<td align="center">Participantes</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">1</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B18">Elam et al., (2016</xref>)</td>
								<td align="center">longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">240 mães e seus filho(a)s (9 e 12 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">2</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn (2015</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">4.524 crianças</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">3</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B13">Cohen et al. (2014</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quali</td>
								<td align="center">20 pais</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">4</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch (2012</xref>)</td>
								<td align="center">longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">177 pais (com e sem a custódia dos filhos) e seu filho(a) (4 e 11 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">5</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B3">Bastaits et al. (2012</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">628 filho(a)s (10 e 18 anos) e seus pais (224 com pais casados e 404 com pais divorciados)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">6</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al. (2012</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">739 adolescentes e jovens adultos</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">7</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B50">Nobles (2011</xref>)</td>
								<td align="center">longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">8.400 famílias - adulto responsável pela criança, em geral a mãe e a criança.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">8</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al. (2011</xref>)</td>
								<td align="center">longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">crianças, pai e mãe de 15.992 famílias casadas com bebês nascidos entre os anos 1975-1979, cujos pais se divorciaram durante a sua infância</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">9</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu, et al. (2010</xref>)</td>
								<td align="center">longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">585 participantes - mães com filhos de 5 a 17 anos e depois entrevista com o jovem adulto aos 22 anos</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">10</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al. (2009</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">4.663 adolescentes (11 e 19 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">11</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al. (2007</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">127 pais, sendo que completaram o programa 98 (77,2%) e 87 pais no grupo controle. As mães também participaram.</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">12</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken (2007</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">266 estudantes universitários</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">13</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al. (2007</xref>)</td>
								<td align="center"> longitudinal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">90.000 estudantes do ensino médio e fundamental</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">14</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B35">King &amp; Sobolewski (2006</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center"> 453 adolescentes</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">15</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B20">Finley &amp; Schwartz (2006</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">1.989 estudantes universitários de famílias biparentais e biucleares</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">16</td>
								<td align="center">
									<xref ref-type="bibr" rid="B21">Flouri (2006</xref>)</td>
								<td align="center">transversal</td>
								<td align="center">quanti</td>
								<td align="center">520 crianças em idade escolar</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">17</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B30">Hendricks et al. (2005</xref>)</td>
								<td align="left">transversal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">1.409 adolescentes (11 e 18 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">18</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B49">Modecki et al. (2015</xref>)</td>
								<td align="left">longitudinal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">156 adolescentes (15 a 19 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">19</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B22">Flouri, Narayanan e Midouhas (2015</xref>)</td>
								<td align="left">longitudinal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">familias de pais residentes (15.293) e famlias de pais não residentes (3.951)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">20</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cheadle, Amato &amp; King (2010</xref>)</td>
								<td align="left">longitudinal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">2.377 mães e 4.864 crianças</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">21</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B48">Mendle et al (2009</xref>)</td>
								<td align="left">longitudinal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">1.382 filhos nascidos de 679 mães</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">22</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B26">Grzybowski &amp; Wagner (2010</xref>a) </td>
								<td align="left">transversal</td>
								<td align="left">quali</td>
								<td align="justify">6 pais e 7 mães</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">23</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner (2010</xref>b)</td>
								<td align="left">transversal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">117 pais e 117 mães separados/divorciados com pelo menos um dos filhos em idade escolar (6 a 12 anos)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">24</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B39">Lamela, Castro &amp; Figueiredo (2010</xref>)</td>
								<td align="left">transversal</td>
								<td align="left">quanti</td>
								<td align="justify">16 pais e mães</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">25</td>
								<td align="left">
									<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brito (2007</xref>)</td>
								<td align="left">transversal</td>
								<td align="left">quali</td>
								<td align="justify">30 adultos (21 a 29 anos)</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Com relação aos participantes, houve diversas variações, considerando a coleta de dados com o pai, a mãe e os filhos. Destaca-se que os filhos participaram de 20 estudos, sejam ele(a)s crianças, adolescentes, estudantes universitários ou jovens adultos (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Nobles, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu, et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>). A coleta foi realizada diretamente com o pai em nove estudos, dentre eles, Degarmo e Forgatch (2012), <xref ref-type="bibr" rid="B41">Lamela, Castro e Figueiredo (2010</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bastaits et al. (2012</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al. (2007</xref>), e de modo exclusivo na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Cohen et al. (2014</xref>). A mãe participou de doze estudos, dentre eles, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Elam et al., (2016</xref>); Nobles (2011); <xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al. (2011</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner (2010</xref>b); Grzybowski &amp; Wagner (2010a); Lamela, Castro &amp; Figueiredo (2010).</p>
			<p>Quanto a caracterização do tipo de estudo das pesquisas empíricas, identificou-se que 15 estudos foram transversais e 10 foram longitudinais. As coletas de dados dos estudos longitudinais tiveram diferentes etapas e espaços de tempo entre elas. Duas pesquisas longitudinais fizeram coleta de dados em dois momentos diferentes ao longo do tempo (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Elam, Sandler, Wolchik, &amp; Tein, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Nobles, 2011</xref>); outras duas empreenderam coleta de dados em três etapas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott, Booth, King, &amp; Johnson, 2007</xref>); uma coletou em quatro etapas (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Flouri, Narayanan, &amp; Midouhas, 2015</xref>) e cinco pesquisas acompanharam os participantes por um longo período de tempo, ou seja, da infância até a adolescência ou a fase jovem adulto (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Modecki, Hagan, Sandler, &amp; Wolchik, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil, Mogstad, Rege, &amp; Votruba, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Cheadle, Amato, &amp; King, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B48">Mendle et al., 2009</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Principais resultados</title>
			<p>Os principais resultados dos estudos empíricos analisados foram organizados em seis subcategorias temáticas, que emergiram a partir da similaridade entre os resultados apresentados nos estudos analisados, quais sejam: Fatores que favorecem a relação entre o pai separado e seus filhos; Fatores que dificultam a relação entre o pai separado e seus filhos; Influências para o(a)s filho(a)s; Paternidade de pais separados; Intervenção psicológica com pais separados. </p>
			<p><bold>Fatores que favorecem a relação entre o pai separado e seus filhos.</bold> Essa subcategoria incluiu condições destacadas na literatura, que favoreceram a relação entre o pai e seus filhos após separação conjugal. Morar com o pai e a mãe, após o término da conjugalidade, tem sido associado a relações mais favoráveis entre pai e filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>). A coabitação foi evidenciada como um fator que interfere significativamente no envolvimento parental após a separação conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brito, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>b; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus, Nauk, &amp; Steinbach, 2012</xref>). Quanto mais tempo as crianças viveram com o pai após a separação/divórcio, melhores eram suas relações com ele (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>).</p>
			<p>Evidências empíricas mostraram que o pai se envolve mais com os filhos quando a mãe trabalha fora de casa (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>). O pai com maior nível educacional relatou mais contato com os filhos, medido em termos de pernoites que o filho passou na casa do pai (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al., 2011</xref>; Kalmijn, 2015). A experiência familiar pré-divórcio (qualidade do relacionamento mãe-criança) e um atributo individual (sentimento de bem estar dos filho(a)s) mostraram ter grande influência na prevenção da deterioração do relacionamento entre o pai e os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>).</p>
			<p><bold>Fatores que dificultam a relação entre o pai separado e seus filhos.</bold> Essa subcategoria incluiu condições, apresentadas na literatura, que dificultaram o envolvimento do pai com os filhos após o término da conjugalidade. O conflito entre os ex-cônjuges foi o fator mais destacado pelas pesquisas analisadas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu et al., 2010</xref>). Quanto mais os filho(a)s experimentaram o conflito entre o pai e a mãe, piores foram seus relacionamentos com seus pais e mais sofrimento sentiam, quando jovens adultos, sobre o divórcio dos pais (Fabricius &amp; Luecken, 2007). No entanto, o estudo longitudinal de <xref ref-type="bibr" rid="B49">Modecki, Hagan, Sandler e Wolchik (2015</xref>), evidenciou que mesmo quando a relação entre os ex-cônjuges era permeada por conflito elevado, o pai era altamente envolvido com os filhos.</p>
			<p>A questão financeira foi apontada como um fator que gera muitos conflitos após a dissolução da conjugalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>a) e o pai com maior nível educacional relatou maior conflito pós-divórcio com suas ex-esposas (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al., 2011</xref>). Os filhos serem colocados no centro das desavenças (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brito, 2007</xref>), o fato de o pai morar em outra casa e ser, geralmente, menos próximo dos filho(a)s antes da separação (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>), foram evidenciados como aspectos que dificultaram a relação pai-filho(a)s após a separação/divórcio.</p>
			<p><bold>Influências para os filhos.</bold> Essa subcategoria incluiu as influências do envolvimento paterno para o desenvolvimento dos filhos, após a separação/divórcio, destacados nos estudos analisados. Foi evidenciado que o envolvimento regular e frequente do pai com os filhos, após o término da conjugalidade, favorece o desenvolvimento da criança (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>), sendo associado com níveis mais elevados de bem-estar para filhos e filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps, Booth, &amp; King, 2009</xref>). A capacidade dos pais para estabelecer relações harmoniosas e boa coparentalidade, após o divórcio, mostrou-se um importante preditor de longo prazo do bem-estar de seus filho(a)s (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>). </p>
			<p>Nesse sentido, o envolvimento com o pai foi associado a menores problemas de internalização para filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>) e a menores problemas de internalização e externalização, para adolescentes (<xref ref-type="bibr" rid="B35">King &amp; Sobolewski, 2006</xref>). Um outro estudo, longitudinal, encontrou crianças com maiores problemas de internalização e externalização, dois anos após o divórcio, quando o pai estava envolvido em alto nível de conflito com a ex-cônjuge e também seis anos mais tarde quando o pai tinha pouco contato com seus filhos e fornecia baixo apoio social (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Elam et al., 2016</xref>). O estudo longitudinal realizado por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Flouri, Narayanan e Midouhas (2015</xref>) mostrou que a ausência do pai na primeira infância, em famílias de pai não residente, aumenta o risco de comportamentos problemáticos (especialmente externalizantes) e afeta igualmente meninos e meninas.</p>
			<p>Os estudos também evidenciaram que o pai tem a capacidade de aumentar a autoestima dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Bastaits, Ponnet, &amp; Mortelmans, 2012</xref>) e quanto mais convívio as crianças tiveram como o pai após a separação, melhores foram suas relações com eles quando jovens adultos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>). Destacou-se ainda, evidências de que a ausência do pai tem um efeito potencialmente negativo sobre as escolhas de vida dos adolescentes, relacionadas especificamente à atividade sexual (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Hendricks et al., 2005</xref>) e que relações pobres entre pai-filho(a) e angústia sobre a separação dos pais, previu estado de saúde mais pobre em estudantes universitários (Fabricius &amp; Luecken, 2007). A ausência paterna também foi associada com atividade sexual precoce dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B48">Mendle et al., 2009</xref>)</p>
			<p><bold>Paternidade de pais separados/divorciados.</bold> Essa subcategoria englobou particularidades da paternidade de pais separados/divorciados. Pais casados e divorciados, de diferentes grupos étnicos, apresentaram maior envolvimento instrumental (fornecimento de renda, proteção, desenvolvimento moral, disciplina) do que envolvimento expressivo (prestação de cuidados, companheirismo, compartilhamento de atividades, desenvolvimento emocional, social e espiritual) com os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Finley &amp; Schwartz, 2006</xref>). O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski e Wagner (2010</xref>b) evidenciou que o envolvimento social (levar ao cinema e parque) de pais separados foi maior do que o de mães e que a experiência educativa, na perspectiva dos pais, foi marcada por perdas após a separação conjugal.</p>
			<p>Quanto à qualidade do vínculo entre pai e filhos, um estudo revelou que essa relação não é afetada negativamente quando a mãe tem um novo parceiro (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>). No entanto, outra pesquisa mostrou que a proximidade emocional do filho(a) com a mãe, a duração da relação com o padrasto, e o casamento entre a mãe e o padrasto foram altamente preditivos para manter as relações da criança com o pai e o padrasto (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>). Outro estudo mostrou que a ligação entre o pai e seus filhos antes e após a separação conjugal influenciou na coparentalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>a).</p>
			<p>Um estudo longitudinal sobre os padrões de contato de pais separados, cujos filhos não coabitam com eles, mostrou que há diferentes trajetórias de contato do pai com os filhos e que a estabilidade de contato ao longo do tempo é mais comum do que a mudança (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cheadle, Amato, &amp; King, 2010</xref>). Os pesquisadores citados encontraram em um maior número de pais, um nível consistentemente alto de contato com seus filhos, cujas características incluíram, filhos mais velhos no momento da separação, mães mais velhas e com nível educacional mais alto e maior probabilidade do pai ser pagante de pensão alimentícia. O estudo longitudinal de <xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo e Forgatch (2012</xref>) revelou que o fato do pai ter uma pessoa com quem possa compartilhar, em sua rede de apoio, previu para o pai melhores resultados na resolução de problemas, e que a resolução de problemas previu parentalidade mais eficaz, e esta, por sua vez, previu redução de problemas de comportamento nas crianças, ao longo de 18 meses.</p>
			<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B50">Nobles (2011</xref>) realizado no México, revelou que crianças de pais emigrantes têm mais contato com o pai, quando se compara a relação de pais divorciados com seus filhos. Os estudos também mostraram que os pais não-residentes devem ser encorajados a serem igualmente envolvidos com seus filhos e filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>), tendo em vista que filhas têm maior probabilidade de terem relações negligenciadas pelos pais do que os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>) e os filhos relatarem que se sentem mais próximos de seus pais em comparação as filhas (Stamps et al., 2009).</p>
			<p>A experiência de paternidade monoparental aparece em apenas um dos estudos analisados, o qual destacou que a guarda paterna exclusiva foi determinada pelo juiz e ocasionada pela incapacidade da mãe para ficar com o(a)s filho(a)s, devido a problemas psiquiátricos e/ou envolvimento com drogas (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Cohen, Finzi-Dottan, &amp; Tangir-Dotan, 2014</xref>). A sobrecarga com a função parental, principalmente relacionada à guarda exclusiva foi mencionada tanto por pais (Cohen et al., 2014) quanto por mães (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>a).</p>
			<p><bold>Intervenção psicológica com pais separados/divorciados.</bold> Nessa subcategoria foram incluídas duas pesquisas sobre intervenções psicológicas realizadas com pais separados/divorciados. O programa Pais para a vida (Dads For Life) refere-se a uma intervenção em grupo com o pai separado sem a guarda dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>). A intervenção também teve impacto nas mães, que não participaram da intervenção, pois tanto as mães quanto os pais relataram menos conflitos quando o pai participou da intervenção, em comparação com o grupo controle. Os pesquisadores evidenciaram que a intervenção oferece um programa promissor para melhorar o funcionamento das famílias após o divórcio.</p>
			<p>O outro programa, Pais por Inteiro (PApI), refere-se a uma intervenção em grupo com pais e mães separados, distribuídos em dois grupos mistos, um experimental e um grupo controle (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Lamela, Castro, et al., 2010</xref>). Como resultados os pesquisadores destacaram a melhora na adaptação ao divórcio, na coparentalidade e na binuclearidade familiar.</p>
			<p>A <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> buscou apresentar de modo integrado os resultados de estudos científicos que se encontram esparsos na literatura nacional e internacional.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela 2:</label>
					<caption>
						<title>Principais resultados</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">Categoria temática</td>
								<td align="center">Resultados</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Fatores que favorecem a relação entre o pai separado e seus filhos</td>
								<td align="justify">Morar com o pai e a mãe (Fathe<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>b; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Brito, 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A mãe trabalhar fora de casa (Fathe<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Pai com maior nível educacional (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al., 2011</xref>; Fathe<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Padrões residenciais (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">O tempo em que as crianças viveram com o pai (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A experiencia familiar pré-divórcio (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Fatores que dificultam a relação entre o pai separado e seus filhos</td>
								<td align="justify">Conflito entre os ex-cônjuges (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Kalil et al., 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Yu et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Pouca proximidade do pai com os filhos antes da separação (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">O pai morar em outra casa (<xref ref-type="bibr" rid="B52">Scott et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Os filhos serem colocados no centro das desavenças (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brito, 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A experiência de conflito entre o pai e a mãe (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Influências para os filhos</td>
								<td align="justify">Conflito entre o pai e a mãe e baixo contato e apoio do pai foi relacionado a maiores problemas de internalização e de externalização (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Elam et al., 2016</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A ausência do pai foi relacionada a problemas de comportamento da criança (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Flouri et al, 2015</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Envolvimento regular e frequente com o pai favorece o desenvolvimento da criança (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Aumenta a auto-estima das crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Bastaits et al. 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Redução de problemas de comportamento (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A ausência paterna foi associada com atividade sexual precoce dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B48">Mendle et al, 2009</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Menores problemas de internalização - para filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>) e também de externalização - para adolescentes (<xref ref-type="bibr" rid="B35">King &amp; Sobolewski, 2006</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Níveis mais elevados de bem-estar para filhos e filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Quanto mais convívio, melhores foram as relações como pai quando jovens adultos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Relações pobres entre pai-filho(a) e angústia previu estado de saúde mais pobre (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Fabricius &amp; Luecken, 2007</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A ausência do pai tem um efeito potencialmente negativo sobre escolhas de vida dos adolescentes (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Hendricks, 2005</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Paternidade de pais separados/divorciados</td>
								<td align="justify">A qualidade do vínculo com o pai não é afetada negativamente se a mãe tem um novo parceiro (Fathe<xref ref-type="bibr" rid="B34">Kalmijn, 2015</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Pais altamente envolvidos mesmo quando a relação com a ex-cônjuge era permeada por conflitos (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Modecki, et al, 2015</xref>) </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Sobrecarga com a função parental, relacionada a guarda exclusiva de pais (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Cohen et al., 2014</xref>) e de mães (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski, 2010</xref>).</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Paternidade monoparental ocasionada pela incapacidade da mãe (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Cohen et al., 2014</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A proximidade emocional com a mãe, a duração da relação com o padrasto, e o casamento entre a mãe e o padrasto são altamente preditivos para as relações da criança com o pai e o padrasto (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Filhas têm maior probabilidade de ter relações negligenciadas com pais do que os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Klaus et al., 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Pais divorciados são susceptíveis de se beneficiar de programas de formação de pais (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Degarmo &amp; Forgatch, 2012</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Crianças de pais emigrantes tem mais contato com o pai comparado com a separação pai-filho de pais divorciados (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Nobles, 2011</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Coparentalidade relacionada a relação pai-filho(a)s antes do término da união conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>a)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Há repercussões da relação conjugal sob a parental (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>b) </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">O envolvimento social de pais apresentou-se maior que o das mães (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>b)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">A experiência educativa do pai é marcada por perdas (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Grzybowski &amp; Wagner, 2010</xref>b) </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Contato mais frequente do pai quando os filhos são mais velhos no momento da separação (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cheadle, Amato &amp; King, 2010</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Filhos relataram que se sentem mais próximos de seus pais em comparação com filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Os pais devem ser encorajados a ser igualmente envolvidos com seus filhos e filhas (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Stamps et al., 2009</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Maior envolvimento instrumental que expressivo (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Finley &amp; Schwartz, 2006</xref>) </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">Intervenção psicológica com pais separados/divorciados</td>
								<td align="justify">Pais por Inteiro (PApI) - melhorou a adaptação ao divórcio, a coparentalidade e a binuclearidade familiar (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Lamela, Castro &amp; Figueiredo, 2010</xref>)</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="justify">Pais para a Vida (Dads For Life) - a intervenção teve impacto nas mães (que não participaram da pesquisa) (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Cookston et al., 2007</xref>)</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
				</table-wrap>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>Quanto à caracterização dos estudos analisados, observou-se que houve um incremento no número de publicações após o ano 2010, o que parece demonstrar um interesse crescente nos estudos sobre a relação pai e filhos após a divórcio/separação conjugal. No que se refere ao tipo de estudo, a maioria foi do tipo transversal. A análise quantitativa foi o tipo de análise de dados mais utilizada, tendo sido realizada em 22 estudos. Quanto aos participantes, os filhos foram incluídos na maioria das pesquisas, fato que parece demostrar o interesse de pesquisadores por variáveis que envolvam a saúde emocional e física dos filhos e a relação com o pai após a dissolução conjugal.</p>
			<p>Dentre os principais resultados dos estudos levantados nesta revisão, o conjunto de autores que investigaram os fatores que favorecem o envolvimento do pai após o término da conjugalidade mostraram que a qualidade do relacionamento entre o pai e a mãe, exerce influências diretas sobre a relação entre o pai e os filhos, em consonância com os outros estudos com pais e/ou mães separadas (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Bandeira, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Hack &amp; Ramires, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B53">Silva, 2012</xref>; Silva, 2003). O envolvimento conjunto do pai e da mãe, nos cuidados e educação dos filhos, associou-se a relações mais próximas entre o pai e os filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B35">King &amp; Sobolewski, 2006</xref>). A coabitação com o pai foi evidenciada como um importante fator protetor da relação entre o pai e os filhos, confirmando achados de <xref ref-type="bibr" rid="B58">Warshak (2014</xref>) que relacionam o maior comprometimento paterno com o fato de os filhos dormirem alguns dias da semana em sua casa.</p>
			<p>O conflito interparental foi destacado como o fator que mais dificulta o envolvimento e participação do pai com os filhos após o término da conjugalidade. De um modo geral, quanto maior o nível de conflito entre os ex-cônjuges, mais baixos foram os níveis de contato e apoio do pai com os filhos, dados consoantes à pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B51">Owen e Rhoades (2012</xref>).</p>
			<p>Com relação às influências do pai para o desenvolvimento de crianças e adolescentes os estudos evidenciaram: maiores níveis de bem estar; menos sintomas emocionais; maior autoestima; melhor estado de saúde; e menores problemas de internalização e externalização, quando o pai separado manteve uma relação de proximidade física e emocional com os filhos, especialmente facilitada pela boa relação coparental. Tais achados corroboram o estudo realizado por <xref ref-type="bibr" rid="B40">Lamela e Figueiredo (2016</xref>) que investigou o impacto da coparentalidade no funcionamento psicológico dos filhos. Outro estudo demonstrou que a frequência de contato com o pai foi negativamente associada com sintomas emocionais da criança (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Flouri, 2006</xref>).</p>
			<p>Quanto à parentalidade do pai separado, alguns estudos mostraram pais mais envolvidos em atividades sociais e menos envolvidos em atividades de cuidado diário (dar banho, fazer comida, alimentar, vestir, colocar a criança para dormir) do que as mães, e outros anunciaram pais altamente envolvidos ou com o desejo de participar mais da vida dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Bandeira, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Grzybowski, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B54">Silva, 2003</xref>). A parentalidade eficaz após a separação conjugal, com apoio e controle, é indicada como um fator protetor para o desenvolvimento dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bastaits &amp; Mortelmans, 2016</xref>). Desse modo, o envolvimento regular e frequente do pai com os filhos, após o término da conjugalidade, favorece o desenvolvimento da criança. Assim, o novo pai caracterizado por <xref ref-type="bibr" rid="B37">Lamb (1992</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">1997</xref>) ganha visibilidade em estudos científicos sobre a paternidade após o divórcio.</p>
			<p>No que se refere à intervenções com pais separados foram destacadas: melhoras na adaptação ao divórcio, nos cuidados compartilhados e diminuição de conflitos entre os ex-cônjuges, fatores que interferem diretamente na relação pai-filho. Nesse contexto, o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B60">Zordan, Wagner e Mosmann (2012</xref>) afirmou que intervenções de profissionais da psicologia e da área jurídica devem considerar a complexidade na qual as relações familiares após o divórcio estão inseridas. Portanto, é importante evitar intervenções descontextualizadas ou normatizadoras, desconectadas da realidade social, econômica e cultural na qual cada família está imbricada.</p>
			<p>Diante do exposto, os resultados desse estudo possibilitaram evidenciar a importância da continuidade da relação entre pai e filhos após o divórcio, especialmente devido os inúmeros benefícios para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, consoante a outros estudos sobre a temática (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Cezar-Ferreira &amp; Macedo, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B47">McGoldrick &amp; Shibusawa, 2016</xref>). A análise desse fenômeno deve observar a complexidade das relações familiares no contexto do término da conjugalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Lamela &amp; Figueiredo, 2016</xref>), ou seja, precisa considerar o contexto, o dinamismo e a recursividade das relações familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Böing et al., 2008</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações Finais</title>
			<p>Considerando os resultados desse estudo e a perspectiva sistêmica, para compreensão da relação entre pai e filhos após o divórcio, evidenciou-se a teia de relações na qual este fenômeno está imbricado, ou seja, há aspectos pessoais, relacionais e contextuais que interatuam um sobre o outro recursivamente, o que inviabiliza explicações lineares e unicausais. Desse modo, compreender as relações entre pai e filhos implica em: (a) considerar o contexto e o ciclo autoconstitutivo, autoorganizador e autoprodutor das relações familiares; (b) reconhecer a instabilidade e a imprevisibilidade, tanto no que se refere ao fato de que as pesquisas científicas apresentam evidências e não determinações sobre o fenômeno, quanto entender que as relações estão em constante processo de transformação ao longo do tempo; (c) assumir que a intersubjetividade do pesquisador e dos pesquisados estão contidas nos estudos científicos e são validados em espaços consensuais.</p>
			<p>Diante disso, a organização da <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> buscou mostrar uma síntese dos estudos sobre a temática, com o intuito de dar visibilidade aos principais aspectos apontados na literatura sobre a relação entre pai e filhos após o divórcio, e assim, facilitar a compreensão ampliada desse fenômeno através da análise de um conjunto de pesquisas. O ponto de vista da complexidade anuncia a necessidade dessa ampliação do foco de análise.</p>
			<p>Para futuras pesquisas, sugere-se a consideração de fatores individuais da mãe, do pai e do filho, além de fatores contextuais, sociais e culturais. Estudos longitudinais com crianças e famílias binucleares poderiam investigar os fatores que promovem o desenvolvimento e relações saudáveis com o pai. No contexto brasileiro, sugere-se novos estudos sobre a relação entre o pai e os filhos após o divórcio, devido a lacuna apresentada na literatura, assim como estudos sobre programas de intervenção psicológica com pais e/ou mães separados, tendo em vista os efeitos benéficos das intervenções apresentadas neste estudo.</p>
			<p>Presume-se que intervenções no pré e pós-divórcio poderiam beneficiar todos os membros da família. Especialmente, intervenções que privilegiassem a prevenção dos fatores de risco para o desenvolvimento dos filhos e da família, como rompimentos de relações entre pai, mãe, filhos, avós maternos e paternos.</p>
			<p>Dentre as limitações desta pesquisa, estão o fato de existirem outras bases de dados que poderiam ter sido consultadas, o que aumentaria o número de pesquisas analisadas. Nova busca de artigos com outros descritores também poderia ampliar o número de estudos. Constatou-se a reduzida produção científica brasileira sobre relações entre o pai e os filhos após o divórcio. Desse modo, a necessidade de estudos nacionais sobre a temática parece evidente.</p>
			<p>Diante deste cenário, destaca-se que conhecer as especificidades da relação do pai com os filhos após a separação/divórcio, pode propiciar orientação para a prática e intervenção de psicólogo(a)s, educadores, profissionais da área jurídica e da saúde que trabalham com famílias no pré e pós-divórcio, colaborando com a divulgação da importância do pai para o desenvolvimento da criança, do adolescente e da família. Assim, considera-se que estudos sobre a temática tem se mostrado atuais, especialmente os que embasam o exercício profissional.</p>
		</sec>
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					<article-title>O perfil de casais que vivenciam divórcios consensuais e litigiosos : uma análise das demandas judiciais</article-title>
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